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Manhã de Autógrafos – Márcia Carvalho

02 abr 2018

MÁRCIA CARVALHO  NA BIBLIOTECA DO CLUBE DE REGATAS

marcia-carvalho-foto-autoreA escritora Márcia Carvalho  realizará manhã de autógrafos de seu livro, “Os seis inseparáveis —coautores: Daniela Veludo, Fernando H. Domingos, Loris Reggiani, Marilía Oliveira e Raul Otuzi — na Biblioteca do Clube de Regatas, no domingo, dia 22 de abril  de 2018, das 10 às 11 horas da manhã.

A presença dela será a 122ª de uma série que o conselheiro e colaborador, escritor Antônio Carlos Tórtoro, tem levado ao Regatas em um dos finais de semana de cada mês, com o objetivo de incentivar a leitura e apresentar aos regateiros os escritores de Ribeirão Preto e região.Reserve seu exemplar: http://www.catarse.me/os_seis_inseparaveis

Márcia Carvalho é escritora, artista e arte-educadora. Integra o Núcleo de Contadores de Histórias da Fundação do Livro e Leitura.

Endereço no Facebook: https://www.facebook.com/OsSeisInseparaveis/

SOBRE O LIVRO:

Durante o encontro de seis amigos de faculdade um homicídio é cometido. Sabe-se quem matou, mas não quem morreu. Para descobrir a identidade da vítima, o leitor de “Os Seis Inseparáveis” terá acesso a seis versões dos fatos anteriores ao crime, correspondentes ao ponto de vista de cada um dos personagens envolvidos.

Até aí parece um romance de suspense como tantos outros, mas uma série de características em sua concepção o tornam uma experiência única, a começar pela autoria: “Os Seis Inseparáveis” é escrito a 12 mãos, por três homens e três mulheres, em um processo colaborativo organizado pelo escritor ribeirão-pretano Raul Otuzi – autor também de “Tristes finais para começos infelizes” (contos, de 2015) e “Cenas de Um Casal Publicitário: ou qualquer outro nas galáxias” (romance, de 2016).

Os homens escreveram na pele de personagens femininos, e as mulheres, na dos masculinos, para responder a ótimas questões: “será que nós conseguimos nos enxergar no lugar do outro, ainda mais se esse outro for tão diferente de nós? Até que ponto? Com qual profundidade? Eu queria explorar esses aspectos no livro e deu certo”, conta Otuzi.

Márcia Carvalho, autora da versão do personagem Fábio

1- Como foi a experiência de escrever este livro colaborativo?
A ideia de escrever a doze mãos foi genial. Fiquei muito honrada por estar no grupo. A sinopse era muito boa, porque ao mesmo tempo determinava detalhes interessantes e abria muitas possibilidades de criação. Ter um cronograma a cumprir à risca foi desafiador, empolgante e intenso. A descoberta do talento e da sinergia de todos foi o melhor aspecto, porque a história crescia e se enriquecia, mantendo o mistério até o fim, enquanto nós trocávamos impressões, dicas e estímulos por e-mail.

2- Qual foi o maior desafio que você enfrentou?
Flexibilizar minhas ideias conforme o que acontecia me tirou completamente da zona de conforto. Foi uma grande improvisação, parecida com atores em uma telenovela, como se soubéssemos de nossas personagens mas não tivéssemos script para prever as falas de quem contracenava conosco. A impossibilidade de adiantar os capítulos e a obrigatoriedade de entregar um por semana – este foi o maior desafio para mim.

3- Como você descreve seu personagem, o Fábio?
Fábio é um homem imaturo que gostaria de ter sido mimado e de viver como uma mistura de Peter Pan com Don Juan. Ele até tem lá sua sensibilidade, percebe que os amigos são mais altruístas e têm mais compaixão, mas não consegue se libertar de sua ambição, mesmo percebendo que nada o satisfaz. Seu maior erro é descartar os relacionamentos amorosos com frieza e pensar que na profissão pode agir do mesmo modo. A vida mais modesta durante a universidade e a dupla com Manu permitiram que os Inseparáveis o incluíssem.

4- Por que as pessoas devem ler o livro?
Literatura despe convenções sociais, revelando particularidades de cada autor, e ao mesmo tempo permite vestir ilimitadas fantasias. Com seis autores juntos e cada um na pele do sexo oposto, então, torna-se um intrincado jogo de pinçar opiniões e sentimentos que provocam reações fortes no leitor. Quem gosta de emoções à flor da pele com certeza deve ler.