Arquivos de novembro, 2011

LIVRO – O MESTRE E MARGARIDA

Clube de Regatas 29 de novembro de 2011

Notícia - Capa do livro O MESTRE E MARGARIDA

O MESTRE E MARGARIDA

Mikhail Bulgákov

Editora Alfaguara   -  453 páginas

A venda nas livrarias Paraler  : www.paraler.com.br

 

WOLAND PASSOU POR RIBEIRÃO

 “…quem és, afinal ?

— Sou parte da força que eternamente deseja o mal e eternamente faz o bem”

 

Fausto, Goethe

 

            Quando abri os jornais de Ribeirão Preto no dia oito de outubro e li a notícia sobre o incêndio na antiga fábrica de tecidos Cianê-Matarazzo, nos Campos Elíseos, zona Norte,  pensei comigo: Woland e seus amigos passaram por Ribeirão disfarçados de usuários de drogas.

            Fiquei imaginando Korôviev e Behemoth com seu fogareiro debaixo do braço, ateando fogo em mais um prédio, agora não mais em Moscou, mas nos amplos, abandonados e empoeirados galpões da Cianê, cenário de diversos ensaios fotográficos, inclusive com mulheres nuas — num dos quais participei como diretor e fotógrafo do Grupo Amigos da Fotografia em 2010 —  como Margarida, a do Mestre, personagem de Mikhail Bulgákov em O Mestre a Margarida.

            “ — Não se mexam ! — E de uma vez todos abriram fogo na varanda, apontando para a cabeça de Korôviev e de Behemoth. Os dois, no mesmo instante, desapareceram no ar, e do fogareiro explodiu uma coluna de chamas em direção à tenda. Na tenda surgiu algo como uma bocarra brilhante com as bordas negras que começou a se espalhar para todos os lados. O fogo passou por ela e subiu até o telhado da casa de Griboiêdov. As pastas e papéis que estavam sobre o batente da janela do segundo andar na sala da redação incendiaram-se, depois foi a vez da cortina. Então o fogo, rugindo, como se alguém o estivesse atiçando, passou em colunas para dentro da casa da tia. Alguns segundos depois, pelas trilhas de asfalto que levavam até a cerca de ferro do bulevar, de onde, na quarta-feira à noite viera o primeiro informante da infelicidade de Ivanuchka, agora corriam os escritores que não tinham terminado de almoçar, os garçons, Sófia Pavlovna, Boba, Petrakova, Petrakov”.

            Assim Woland (Satanás, surgido numa primavera quente de Moscou) e seus amigos Korôviev (um homem de roupas apertadas e monóculo rachado), o enorme gato negro  Behemoth ( adepto do xadrez, da vodca e das armas de fogo ) , Azazello (ruivo vermelho-fogo, manco, chapéu coco, canino à mostra) , Abadona e Hella (feiticeira nua de ardentes olhos fosforescentes)  , ingressam nos círculos literários locais, e entre diversos despropósitos, permeados por sabás de feiticeiras num perpétuo carnaval, permitem ao romancista satirizar o comunismo e a ideia de uma sociedade perfeita, pondo em xeque toda a condição humana, fazendo lembrar Salman Rushdie em seu Os Versos Satânicos.

            Da mesma forma que a Casa dos escritores, o Teatro de Variedades,  e  a Massolit (abreviação em estilo soviético para a sociedade moscovita de literatura, que também pode ser interpretada como literatura para massas), o prédio da Cianê, que estava reservado para fins culturais — um museu, biblioteca e arquivo municipal — acabou incendiado, destruído.

            Mas salva-se de todos esses incêndios o romance do Mestre, “até porque os manuscritos não queimam”  — graças à Margarida Nikolaievna, sua amante — cujos trechos entremeiam o livro contando a história de Pilatos, o Procurador da Judeia, no momento em que conhece Jesha Há-Nozri, e nos dias seguintes à sua condenação.  

            Enfim, O Mestre e Margarida , segundo o The New York Times, é um romance revolucionário, com uma narrativa brilhante que vai muito além de seus aspectos fantásticos e cômicos. É um livro com estilo absolutamente original, sobre a liberdade da escrita e a força do amor em tempos adversos. É uma sátira devastadora da vida sob o regime soviético, da censura e da repressão. É também um romance que traça de forma genial os múltiplos personagens de Moscou e seu cotidiano — com apartamentos divididos por inúmeras famílias, pessoas que desaparecem misteriosamente, burocratas obtusos. É, segundo alguns críticos, um dos livros mais importantes e cultuados do século XX.

            Quanto ao ocorrido com a  Cianê, é reconfortante pensar : o que pode parecer mal, quem sabe não será um bem ?

 ANTONIO CARLOS TÓRTORO

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ANTONIO VENTURA NA BIBLIOTECA DO CLUBE DE REGATAS

Clube de Regatas 25 de novembro de 2011

Notícia - Manhã de autógrafos Antonio Ventura

O escritor Antonio Ventura,   realizará  manhã de autógrafos de seu livro,   
“O catador de palavras”,  na Biblioteca do Clube de Regatas, no domingo, dia 11 de dezembro de 2011, das 10  às 11 horas  da manhã.
 
Sua presença será a 46ª de uma série, que o conselheiro e colaborador, escritor Antônio Carlos Tórtoro, tem levado ao Regatas, no 2º. domingo de cada mês,  com o objetivo de incentivar a leitura e apresentar aos regateiros os escritores de Ribeirão Preto e região.
O poeta Antonio Ventura nasceu em 06 de junho de 1948, na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. 
Em 1967 Antonio Ventura, liderando outros jovens, promoveu em Ribeirão Preto a Primeira Noite de Poesia Moderna em praça pública, ao ar livre.
No ano de 1972 foi para o Rio de Janeiro, começou a vender seus poemas, em folhas mimeografadas, dentro do Teatro Ipanema, quando foi encenada a peça Hoje é dia de Rock, de autoria de José Vicente, amigo pessoal do poeta. Depois continuou no Teatro Ipanema vendendo seus poemas, quando da peça A China é azul, de autoria de José Wilker. Publicou poemas na revista Rolling Stone, e na revista de cultura Vozes. E assim viveu no Rio de Janeiro até junho de 1975. Foi uma fase de grande produção literária, quando foram escritos os poemas contidos em Viagem e Reivindicação da eternidade.  
Em novembro de 1991 ingressou na Magistratura do Estado de São Paulo. 
Em março de 1998 fundou em Mococa-SP, o Grupo Início – entidade literária. 
Em 2001 participou do livro Antologia Poética-Grupo Início
Em dezembro de 2002 o poeta Antonio Ventura aposentou-se como Magistrado. 
 
Vídeo no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=7DVfS7OoNOs
 
 
O LIVRO O CATADOR DE PALAVRAS DE ANTONIO VENTURA É RECOMENDADO POR GRANDES ESCRITORES
 

Copa Regatas Série Ouro (CAMPEÃO)

Clube de Regatas 14 de novembro de 2011

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Hino Nacional Brasileiro

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Homenagen ao Árbitro José Henrique de Carvalho

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Homenagen ao Árbitro José Henrique de Carvalho

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Troféus dos Primeiros Colocados

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Dental Cicilini - 4º colocado na Copa Regatas Série Ouro/2011

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Califórnia - 3º Colocado da Copa Regatas Série Ouro/2011

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Goleiro Menos Vazado: Marco Antonio Siqueira “Marquito” (Califórnia)

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Marco Antonio Luciano de Oliveira “Juca” (Marmoraria Requinte)

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Fair Play: Tupy

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Tupy Vice-Campeão da Copa Regatas Série OURO/2011

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Marmoraria Requinte Campeã da Copa Regatas Série OURO/2011

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Diretoria e Marmoraria Requinte Equipe Campeã

Notícia - FUTEBOLCampeãoOURO

Premiação

Melhor ataque: Marmoraria Requinte com 53 gols

Goleiro Menos Vazado: Marco Antonio Siqueira “Marquito” (Califórnia)

Artilheiro: Claudinei Brito “Nei Bala” (Califórnia) e Michel Monteverde (Dental Cicilini) com 15 gols

Fair Play: Tupy

Destaque: Marco Antonio Luciano de Oliveira “Juca” (Marmoraria Requinte)

Classificação Final

Campeão: Marmoraria Requinte

Vice – Campeão: Tupy

3º Colocado: Califórnia

4º Colocado: Dental Cicilini
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Livro – ATO PENITENCIAL

Clube de Regatas 14 de novembro de 2011

Notícia - Capa do Livro ATO PENITENCIAL

ATO PENITENCIAL

Regina Baptista

Editora  Coruja

A venda nas livrarias Paraler  : www.paraler.com.br

SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS, QUE SOMOS FAUSTOS.

  “Cristo era um homem que sabia decifrar os códigos secretos que o Pai dele colocou nas estrelas para provocar os poetas e os astrônomos da terra”            
Regina Baptista

 

Penso que todos somos Faustos, servindo a algum senhor em troca de algo.

Por isso a atração desse mito — mais conhecido pela obra literária Fausto, de Goethe (1749-1832) — por parte do público e de artistas de todas áreas do conhecimento, conforme registra Regina Baptista na introdução do seu livro Ato penitencial:  

“O mito de Fausto tem sua propagação iniciada pelos alemães em fins do século XVI, com Faustbuch, de autor desconhecido. Depois, o mito se expande por todo o ocidente. No decorrer dos tempos, a história do homem que vende a alma ao demônio em troca de conhecimento ou outros favores, contagiou vários artistas”.

Em Ato penitencial , Fausto é um sacerdote — que teve o pai assassinado, ao tentar defendê-lo de um tiro,  quando ele ainda era criança — de uma comunidade carente,  que convive em duplicidade: um Fausto que foi programado para salvar a comunidade de pretensos cristãos que herdaram da História uma história de salvação das mais extasiantes de que se tem notícia. O outro Fausto é um homem cheio de vulnerabilidades, das mais pecaminosas de que se tem notícia. Ambos vivem suas virtudes e desenganos à sombra de uma razão muito lúcida. Ambos estão há muitos anos concentrados em seus pensamentos, sentimentos e ações. Ambos são iguais nisso: são profundamente vigilantes quanto ao juízo. Mas são igualmente misericordiosos com as faltas a que cada um está sujeito a cometer. Logo, o “eu” em trajes eclesiásticos e o “eu” à paisana são igualmente misericordiosos um com o outro”.

Dessa forma, posta por Regina, vejo o magistério, também,  como o sacerdócio de seu Fausto: vivemos em duplicidade tendo que conviver com a ideia de assistir almas ( alunos)  — pessoas que nos buscam de uma forma ou de outra, que tumultuam nosso sossego, mas que no entanto, são a essência da nossa vida de educador —  perambularem de um lado para outro, apoiados na bengala que nós,  professores, lhes oferecemos, na qualidade de ( ainda  para alguns) , homens transcendentais, devido ao conhecimento que possuímos ( ou deveríamos possuir): Assistir a esse espetáculo é desesperador pois as pessoas que nos abordam em nosso trabalho, em geral não possuem palavras para expressar o que elas sentem, cabendo a nós interpretar  seus desejos e preocupações, por ser difícil delinear onde começam as nossas tarefas cotidianas e onde começa o existencialismo do outro.

Ato penitencial faz refletir sobre nossa realidade, e como Asmodeu (Demônio) nos adverte: “…seus neurônios ainda vão te matar, de tanto você pensar ! ,,,”

Regina Baptista, assim como seu Fausto criança, é uma grande contadora de sonhos ( ou pesadelos ? ), mas por diversas vezes parece querer nos mostrar que a vida é um jogo de dados — que não depende de Deus — diante das fatalidades da vida: “não sou poeta porque não sei ordenar meus sentimentos de forma bela e legível. Meu pensamento e meu sentimento são minhas riquezas que construí pelas minhas próprias forças; as outras riquezas, ou seja, os sonhos e pesadelos, me foram doados pela natureza”.

Enfim, da mesma forma que Fausto de Regina: “ leio tudo que se escreve hoje. Leio tanto essas coisas que não me sobra tempo para ler o que já se escreveu em outras épocas. Tudo o que já li de autores de outras épocas, outros séculos,é muito pouco comparado ao que eu deveria ler para compreender o meu tempo. Mas, todo mundo que lê para chegar a algum lugar, sempre acredita que ainda falta muito, muitíssimo para ler”

Ato penitencial, deve ser lido por tratar-se de uma colaboração a mais na tentativa de decifrarmos códigos secretos — colocados nas estrelas pelo Pai — e na direção de quem pretende se compreender, e compreender nosso tempo, tempos de 11 de setembro.

 

 

                                   ANTONIO CARLOS TÓRTORO

                                                                 

Copa Regatas Série Ouro (Semi-Final)

Clube de Regatas 10 de novembro de 2011

Notícia - Semifibal OURO

Desde já fazemos o convite para o próximo domingo, dia 20/11, quando teremos a presença do Árbitro da Fifa e CBF, Jose Henrique de Carvalho, que estará apitando a grande final da Copa Regatas Série OURO/2011.

Clube de Regatas recebe exemplares para a Biblioteca

Clube de Regatas 8 de novembro de 2011

LIVROS-PARA-BIBLIOTECA-REGAAC TÓRTORO RECEBE OBRAS  DE LUCÍLIA JUNQUEIRA DE ALMEIDA PRADO PARA A BIBLIOTECA DO CLUBE DE REGATAS  

O escritor Antonio Carlos Tórtoro — Conselheiro do Clube de Regatas, e colaborador nos trabalhos  da biblioteca do Clube —, na tarde do dia 7 de novembro de 2011, esteve na Secretaria Municipal da Cultura de Ribeirão Preto onde recebeu da Secretária da Cultura, Adriana Silva,  exemplares da obra completa de Lucília Junqueira de Almeida Prado ( Presente de Natal, Antes que o sol apareça, O sonho de cada um , No verão o mundo é nosso, O destino mora no coração, Maus dois primeiros livros, Obrigado por você existir, Ás vezes dá certo, Viver vale a pena, Cheiro de terra, Quando ele faz anos, O amor é um pássaro vermelho, Responda à minha ternura, A vida tem alvoradas e Sob as asas da Aurora)  e da Coleção Identidades Culturais ( Carnaval festa do povo, A música em Ribeirão Preto, Italianos em Ribeirão Preto, Industrias Matarazzo em Ribeirão Preto, Quarteirão Paulista , A história contada através da arquitetura de uma rua, Companhias de Reis de Ribeirão Preto) , a serem colocados à disposição dos leitores regateiros.  

Foto de Elza Rossato – Grupo Amigos da Fotografia

Piracema – 2011/2012

Clube de Regatas 7 de novembro de 2011

Piracema

O Clube de Regatas reforça aos seus associados que teve início no último dia 1º de novembro a PIRACEMA 2011/2012.

A palavra “PIRACEMA” é  de origem Tupi e  significa “migração anual dos peixes rio acima, na época da desova”.

Este fenômeno acontece todos os anos, e coincide com o início do período das chuvas, entre os meses de novembro e fevereiro.

Aos infratores serão aplicadas as penalidades e sanções previstas em Lei, que vão desde multas até a detenção dos infratores, bem como apreensão do material de pesca e do produto pescado.
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Veja abaixo a integra da Instrução Normativa que estabelece as normas da Piracema:
. Continue lendo »

Copa Regatas de Futebol Série Prata 2011

Clube de Regatas 7 de novembro de 2011

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Hino Nacional Brasileiro

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Troféus dos Primeiros Colocados.

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Árbitros da Federação Paulista de Futebol.

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River Plate - 4º Colocado.

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Entrega do Troféu de 4º colocado a equipe River Plate

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Cachoeiras - 3º Colocado

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Entrega do Troféu de 3º colocado a equipe Cachoeiras.

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Artilheiro: Marcos Batista Beloube (Experteam) e Ricardo Ferreira (Piratas) com 13 gols

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Fair Play: Piratas

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Experteam Vice-Campeão

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Entrega do Troféu de Vice-Campeão a equipe Experteam.

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Piratas - Campeã da Copa Regatas Série PRATA 2011

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Entrega do Troféu de Campeão a Equipe PIRATAS

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Diretoria e PIRATAS Equipe Campeã

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Festa dos Jogadores! Piratas Campeão!

Notícia - FUTEBOL Campeão

Premiação:

Melhor Ataque: Piratas

Melhor Defesa: João Adriano (Piratas)

Artilheiro: Marcos Batista Beloube (Experteam) e Ricardo Ferreira (Piratas) com 13 gols.

Fair Play: Piratas

Destaque: Ricardo Ferreira (Piratas)
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REGINA BAPTISTA NA BIBLIOTECA DO CLUBE DE REGATAS

Clube de Regatas 3 de novembro de 2011

Notícia -Regina Baptista ato penitencial cópia

A escritora Regina Baptista ,   realizará  manhã de autógrafos de seu livro,   “Ato Penitencial”,  na Biblioteca do Clube de Regatas, no domingo, dia 20 de novembro de 2011, das 10  às 11 horas  da manhã.

Sua presença será a 44ª de uma série, que o conselheiro e colaborador, escritor Antônio Carlos Tórtoro, tem levado ao Regatas, no 3º. domingo de cada mês,  com o objetivo de incentivar a leitura e apresentar aos regateiros os escritores de Ribeirão Preto e região.

Regina Baptista nasceu em São Joaquim da Barra-SP, em 1968. Mora em Bonfim Paulista-SP desde 1977. Graduada em Ciências Sociais desde 1996, publicou o romance “Cárcere Privado”, em 2007 e uma coletânea de pequenas narrativas, “Mundo Suspenso”, em 2009. Participou com o conto “Beth e Fred” da antologia “Elo de Palavras”. Entre os títulos inéditos está o romance “Ato Penitencial” publicado em 2011. É associada à UBE – União Brasileira de Escritores.

Ato Penitencial.

Teve uma primeira versão escrita em poucos meses de 2006. Ao longo dos últimos cinco anos essa versão foi revista de vez em quando, mas só sofreu alterações bruscas no segundo semestre de 2010. A estrutura inicial, porém, é a mesma do princípio: o protagonista-narrador, Padre Fausto, é um líder religioso comunitário, que narra sua vida a partir de uma tragédia na infância e como as conseqüências dessa tragédia o levaram ao sacerdócio. Ao longo da narrativa Fausto revela que não suporta mais o peso da responsabilidade de conduzir a massa de fiéis, pois sabe que é movido mais pelas circunstâncias da vida do que pela fé. Diante desse reconhecimento o demônio Asmodeu se aproxima de Fausto para propor um negócio. Mas enfrenta resistência do padre, que alega não ter alma para vender.

Livro – O JORNALISTA E O ASSASSINO

Clube de Regatas 1 de novembro de 2011

Notícia - Capa do livro O jornalista e o assassino

O JORNALISTA E O ASSASSINO

Janet Malcolm

Companhia de Bolso

A venda nas livrarias Paraler  : www.paraler.com.br

GINNISS VERSUS DONALD:  E A FÍSICA QUÂNTICA

“A linguagem é que torna humanas as pessoas e é o meio  fundamental que temos para saber quem são os outros”

Janet Malcolm

Janet Malcolm, uma das mais importantes jornalistas americanas do século XX, escreveu oito livros baseados em reportagens longas publicadas na revista The New Yorker. Os temas foram vários: escritores como Anton Tchekhov, Gertrude Stein e Sylvia Plath ( a disputa pelo acesso aos arquivos de Freud)  ou processos judiciais que causaram comoção, como em O jornalista e o assassino, onde a autora narra a história de um médico, Jeffrey MacDonald, condenado pelo assassinato da esposa grávida ( Colette, de 26 anos)  e das duas filhas ( Kimberly e Kristen, de 5 e 2 anos e meio de idade) , em 1970, na Carolina do Norte, e que moveu uma ação inaudita contra um jornalista, Joe McGinniss, que escrevera um livro (Fatal Vision – 1989) sobre ele, baseado em entrevistas feitas durante o julgamento e na prisão. Colocando em pauta temas polêmicos quanto à ética do jornalismo e à liberdade de imprensa, o livro de Malcolm tornou-se um clássico instantâneo, 158 páginas que podem ser lidas “numa só tacada”.

Janet inicia seu livro O jornalista e o assassino com uma afirmação polêmica : “Qualquer jornalista que não seja demasiado obtuso ou cheio de si para perceber o que está acontecendo sabe que o que ele faz é moralmente indefensável. Ele é um espécie de confidente, que se nutre da vaidade, da ignorância ou da solidão das pessoas. Tal como a viúva confiante, que acorda um belo dia e descobre que aquele rapaz encantador e todas as suas economias sumiram, o indivíduo que consente em ser tema de um escrito não ficcional aprende — quando o artigo ou livro aparece — a sua própria dura lição. Os jornalistas justificam a própria traição de várias maneiras, de acordo com o temperamento de cada um. Os mais pomposos falam de liberdade de expressão e do “direito do público a saber”; os menos talentosos falam sobre a Arte; os mais decentes murmuram algo sobre ganhar a vida” .

Ou seja, como conclui a autora, na página 37 :  “o indivíduo torna-se uma espécie de filho do escritor, considerando-o como uma mãe permissiva, que tudo aceita e tudo perdoa, e esperando que o livro seja escrito por ela. Evidentemente , o livro é escrito pelo pai severo, que percebe tudo e não perdoa nada”.

Destaco na obra a transcrição (páginas 51 até a conclusão na página  61) do interrogatório imposto ao jornalista McGinniss, pelo advogado de MacDonald,  Gary Bostwick, sobre a possível traição premeditada ( motivo da abertura do referido processo McGinniss versus Mcdonald), possivelmente fruto do “abismo existente entre a experiência do jornalista que está em campo falando com as pessoas e a sua experiência de estar sozinho em um cômodo, escrevendo”.

Ao final da leitura do livro, temos a mesma sensação da autora ao ler os autos do processo: “ Se começarmos admitindo a culpa dele (MacDonald) , leremos os documentos ( ou o livro) de um modo, e, de outro modo, se o supusermos inocente. O material ‘não fala por si mesmo’ ”.

Isso faz lembrar um dos princípios da Física Quântica: os elétrons, quando submetidos a medidas de suas propriedades, se utilizamos um detector de partículas, possuem esse comportamento ( de partículas) , e, se estivermos utilizando um detector de ondas, eles se comportarão como ondas.

E é o que podemos ler na sabedoria védica: “A razão de nós crescermos, tornarmo-nos velhos e morrermos é que nós vemos as outras crescerem, tornarem-se velhas e morrerem. O que você vê e em que acredita, você se torna”, ou seja, acontece na nossa vida tudo aquilo que acreditamos, consciente ou inconscientemente, ser inevitável ! — palavras finais do livro  Quem se atreve a ter certeza ?.

ANTONIO CARLOS TÓRTORO

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