Arquivos de outubro, 2011

Exposição Fotográfica

Clube de Regatas 31 de outubro de 2011

Notícia - Exposição Fotográfica Mistérios da Natureza

          EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

         “ MISTÉRIOS DA NATUREZA”

A fotógrafa Sônia Franco, do Grupo Amigos da Fotografia de Ribeirão Preto, de   1º.  a 30 de novembro,  , estará realizando  exposição “Mistérios da natureza”,  composta por 14 fotos , coloridas , 25 x 38, no restaurante a la carte do Regatas.

Na psicologia, o estudo da percepção é de extrema importância porque o comportamento das pessoas é baseado na interpretação que fazem da realidade e não na realidade em si. Por este motivo, a percepção do mundo é diferente para cada um de nós, cada pessoa percebe um objeto ou uma situação de acordo com os aspectos que têm especial importância para si própria.

É assim a exposição de Sônia Franco, que instiga a imaginação, permitindo  que as imagens dos troncos possam ser interpretadas de forma diferente por cada um dos espectadores.

De acordo com cada uma das vivências e realidades particulares, os regateiros poderão ver nas fotos animais, pessoas, gnomos, seres fantásticos, pássaros, anjos, e até , simplesmente , troncos, clicados em parques e jardins de Ribeirão Preto.

Copa Regatas Série Prata – 2011 (SEMI-FINAL)

“REPERCUTINDO EDUCAÇÃO”

Clube de Regatas 17 de outubro de 2011

Notícia - Manhã de autógrafos antonio carlos tortoro cópia

  • “REPERCUTINDO EDUCAÇÃO”
  • NA BIBLIOTECA DO CLUBE DE REGATAS

O escritor Antonio Carlos Tórtoro realizará  manhã de autógrafos do livro, “REPERCUTINDO EDUCAÇÃO” na Biblioteca do Clube de Regatas, no domingo, dia 23 de outubro de 2011, das 10  às 11 horas  da manhã.

A presença dele será a 43ª de uma série, que tem levado escritores ao Regatas, em um  domingo de cada mês,  com o objetivo de incentivar a leitura e apresentar aos regateiros os escritores de Ribeirão Preto e região.

Antonio Carlos Tórtoro é jornalista, com Citação na Enciclopédia de Literatura Brasileira de Afrânio.

É  Idealizador/fundador e 1o. Presidente Provisório da ARE – ACADEMIA RIBEIRÃO-PRETANA DE EDUCAÇÃO ( 3/8/2002) ,  é ex-presidente da ARL-ACADEMIA RIBEIRÃOPRETANA DE LETRAS; Membro da ALARP-ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE RIBEIRÃO PRETO. PUBLICAÇÕES : É autor dos livros de poemas “ECOS ” e  “EDELWEISS” lançados em 1991 e 1992, respectivamente. “ MOSAICO “ , livro de poemas lançado  em junho de 2000 . Lançou livro de poemas “  ANTOLOGIA  DE POESIAS” , antologia Ítalobrasileira , bilíngüe, com o poeta , Cláudio  De Donatis , em agosto de 2003 .  A sua obra mais importante é o livro de poemas “ESTRELAS NO MAR “- COLEÇÃO VEREDAS- EDITORA MODERNA , lançado em 1 994 e que concorreu ao PRÊMIO JABUTI/95 .

É autor dos textos anexados às fotos do livro  ARQUITETURA DO PASSADO- UM OLHAR SOBRE RIBEIRÃO , lançado em setembro de 2005, e dos textos (e fotos) anexados às fotos dos livros  RIBEIRÃO PRETO – O PASSADO MANDA LEMBRANÇA (Vol. I, II e III) , lançados em 2006 e 2007, trabalhos conjunto com o GRUPO AMIGOS DA FOTOGRAFIA, do qual é fotógrafo e Diretor para Projetos Culturais.

Em 2010 lançou o livro PIACEVOLEZZA, que, em fotos , depoimentos e poemas, conta um pouco do antigo Colégio Santa Úrsula da rua São José.

Sobre o livro REPERCUTINDO EDUCAÇÃO, Ely Vieitez Lisboa diz o seguinte:

“Quando Antônio Carlos Tórtoro convidou-me para prefaciar seu livro Repercutindo Educação e sinestesia decorrente de suas relações, senti-me honrada, mas cheia de preocupação. Artigos sobre Educação, Escola e relações familiares, em geral são teóricos e tediosos. Mesmo assim, conhecendo o amigo íntegro, de personalidade forte, e o intelectual dinâmico, hoje um leitor ávido de grandes autores, aceitei. Surpresa, até meio fascinada, comecei a leitura dos oitenta artigos publicados em jornais ou veiculados na Internet. Alguns eu já conhecia. E foram estes, principalmente, que me deram a certeza de que a tarefa seria puro deleite. E foi.

Iniciando o livro, descobre-se logo a razão da leitura agradável, apesar dos temas aparentemente comuns e já muito explorados. Os argumentos, as análises, os posicionamentos do Tórtoro Professor, Coordenador Pedagógico e Orientador Educacional são sempre frutos do vivido, do vivenciado dia a dia, e não de meras teorias. É isso que dá força aos textos, com títulos, argumentações e abordagens diferentes.

Em vários artigos, Tórtoro analisa a exagerada e perniciosa proteção dos “hiperpais”, com consequências desastrosas, como denuncia a pediatra americana Marily Heins. Outros grandes autores, como Artur da      Távola, alertam para esse perigo tão comum, alimentado pela falta de punições e advertências aos pequenos infratores na escola.

Em Dissecação Literária, ACT transcreve uma Carta Aberta que lhe escrevi, no Jornal Metrópolis, em 2002. Hoje, quase dez anos depois, vejo que Tórtoro não mudou. Esse Quixote redivivo continua lutando bravamente contra todos os moinhos de vento que encontra.

A obra Repercutindo Educação faz a apologia da escola mais séria, com punições dos deslizes de alunos infratores, realçando a importância de torná-los mais responsáveis.  Tórtoro não se dobra diante das modernidades que, na realidade, acabam por alimentar a Era da Permissividade, formando adolescentes e jovens falhos e frouxos. É um posicionamento otimista e meio utópico, mas muito lógico e lúcido.

Artigos profundos realçam grandes autores como Rubem Alves, ou o escritor João Ubaldo Ribeiro. Homenageia figuras ilustres, como o faz, postumamente, falando de Rubem Cione, ou discute asserções de figuras de fama universal: Freud e Melanie Klein.

Antônio Carlos Tórtoro, intelectual sério, estudioso, de um dinamismo exacerbado e raro, tornou-se, hoje, mais do que nunca, um leitor voraz de obras famosas, best-sellers nacionais e/ou estrangeiros. O resultado é que seus artigos publicados semanalmente, na Internet, tornaram-se mais eruditos, literários, muito atraentes. É de se esperar o sucesso deste livro. E mais: com certeza, logo teremos uma nova obra de nosso D. Quixote das Letras”.

Site : www.tortoro.com.br

Barack Obama- A Origem dos Meus Sonhos

Clube de Regatas 14 de outubro de 2011

Notícia - Capa do livro barack obamaBARACK OBAMA  – A ORIGEM DOS MEUS SONHOS

Barack Obama

Editora Gente

A venda nas livrarias Paraler  : www.paraler.com.br

BARRY: E ONDE O LEVARAM SEUS SONHOS

“O passado nunca está morto e enterrado —       ele não é nem mesmo passado”.

William Faulkner

Diante das alterações da fisionomia política na sociedade pós-industrial, que, segundo Gaudêncio Torquato, são a principal causa da mudança de paradigmas — a política deixa de ser missão para se tornar profissão, desvio que ocorre na esteira do desvanecimento das ideologias — que estão levando à atual crise norte-americana, não consigo deixar de pensar em Barry, apelido carinhoso de Barack Obama quando jovem, que pensava: “cresci sentindo-me bem com a solidão, o lugar mais seguro que conheci “, tendo em vista que o passado nunca está morto.

Hoje, com cinquenta anos, deve se sentir tremendamente só, nesse momento de tomada, ou não, de tão difíceis decisões, mesmo ao lado de Michelle e de suas filhas.

Acabo de conhecer um pouco de Barry, após leitura de 450 páginas do livro Barack Obama – A origem dos meus sonhos  — segundo o autor : “Qualquer que seja o rótulo que se dê a esse livro – autobiografia, memórias, história familiar ou algum outro -, o que procurei escrever foi um relato honesto de uma certa parte de minha vida” — um best-seller do The New York Times, onde o maior fenômeno da vida pública norte-americana desde John Kennedy, sem meias palavras, mostra como um adolescente revoltado se transforma na grande aposta de renovação na maior potência global. Obama, nascido da miscigenação de raças e culturas — mãe branca norte-americana (Ann) , pai negro africano (Barack)  e padrasto asiático (Lolo) —, ele é visto por muitos como um líder unificador, alguém que consegue transpor a barreira racial. Nessa obra, Barack, que é comparado a Kennedy por sua capacidade de animar os eleitores e oferecer uma nova liderança, revela a sua história e a de sua família, e a forma como ele vê e encara o mundo. Segundo o The New York Times Boook Review, essa autobiografia é “provocante… descreve, de forma persuasiva, o fenômeno de pertencer a dois mundos distintos e, consequentemente, não pertencer a nenhum”.

De acordo com o próprio Obama , no prefácio : o livro é “ a história de minha família, com a convicção de que meus esforços para compreendê-la poderiam mostrar, de alguma maneira, as fissuras entre as raças que caracterizaram a experiência norte-americana, bem como o estado fluído de identidade — a transposição de obstáculos através do tempo, o choque de culturas — que marca nossa vida moderna “.

São fortes certas partes desse livro: a vida em Jardins de Altgeld (Sul de Chicago) ; ou  quando ele, em NY, assiste ao filme brasileiro,  “Orfeu Negro”; ou quando Berry nota que não existe ninguém como ele no catálogo de Natal da loja Sears Roebuck,  e que Papai Noel era branco; ou quando , a partir da página 407, ouve histórias de seu avô africano, Onyango, sobre como era a vida tribal “antes de o homem branco chegar”;  ou quando descobre, em Harvard, que “ O estudo das leis pode ser decepcionante em alguns momentos, uma questão de aplicar regras estritas e procedimentos antigos a uma realidade pouco cooperativa; um tipo de contabilidade exaltada que serve para regulamentar os casos daqueles que têm  poder e que, com demasiada frequência, busca explicar aos que não têm a sabedoria e a justiça de sua condição”.

Penso que Obama, nos momentos de dificuldades — que foi para onde o levaram seus sonhos: pesadelos?  —, e sendo responsável por decisões que podem mudar o mundo, deve continuar pensando nas palavras de Lolo, seu padrasto :  “ É melhor ser forte. Se você não conseguir ser forte, seja inteligente e viva em paz com alguém que seja forte. Mas é sempre melhor você mesmo ser forte. Sempre”.

Enfim, ler esse livro é viajar com o jovem Obama pelo Havaí, Chicago, Quênia, conhecendo gente que, ao sonhar com ele, deu-lhe  grande parte dos votos que o levaram, junto com seus sonhos , à presidência dos Estados Unidos da América.

ANTONIO CARLOS TÓRTORO

Exposição Fotográfica

Clube de Regatas 3 de outubro de 2011

Notícia - Exposição Fotográfica londrina
EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA
“ LONDRINA NO REGATAS”
De 1º. a 30 de outubro, fotógrafos do Grupo Amigos da Fotografia de Ribeirão Preto, estarão realizando exposição “Londrina no Regatas”, composta por 24 fotos , coloridas , 25 x 38, no restaurante a la carte do Regatas.
As fotos foram apresentadas no Estado do Paraná durante a XVII BIENAL NACIONAL DE ARTE FOTOGRÁFICA BRASILEIRA EM CORES de Londrina, realizada em maio de 2011.

O Adolescente

Clube de Regatas 3 de outubro de 2011

Notícia - Capa do o adolescenteO ADOLESCENTE

Fiódor Dostoiévski

Cia das Letras

333 páginas

A venda nas livrarias Paraler  : www.paraler.com.br

ADOLESCENTES  DE HOJE E DE ONTEM

“Por trás de cada atitude impulsiva e imatura da juventude há o desejo de conhecer a verdade: o belo “.

Nem durante minhas férias, deixo de pensar em adolescentes.

No meu trabalho de Orientador Educacional, gosto muito de encontrar adolescentes críticos (sem serem  mal-educados) ,  bem-humorados ( sem serem irônicos) , contundentes ( sem serem agressivos), educados ( sem serem subservientes ), inteligentes ( sem serem pedantes) , alegres ( sem serem infantis), discordantes ( sem baixar o nível da conversa usando termos ofensivos, na falta de argumentos ) e, acima de tudo, curiosos e abertos a ideias diferentes das suas ( que saibam ouvir).

Sempre que posso, e consigo, conversar com um adolescente resolvido, consigo mesmo ( o que é fato raro) , saio da conversa um pouco mais jovem, questionando algumas ideias preconcebidas nos meus mais de sessenta anos, e tenho a certeza de que meu interlocutor sempre sai um pouco mais  amadurecido.

Não os considero “aborrescentes” , a não ser quando, mimados, nas horas vagas, por pais ausentes,  apresentam atitudes infantis e se mostram sempre dispostos a fazer birras somente com o objetivo de confronto com a autoridade, qualquer que seja ela.

E é muito bom quando encontro um deles com uma “ideia”  a ser discutida.

É o caso de Arkádi Makárovitch Dolgorúki, personagem de Fiodor Dostoievski, no livro O Adolescente , escrito há duzentos anos, numa sociedade autoritária em que existia a servidão (uma forma de quase escravidão no campo) e, nas principais cidades da Rússia, do século XIX, a nobreza ainda era a classe dominante. O país era dirigido pelo imperador; ao mesmo tempo, novas propostas de governo e de organização da sociedade

começavam a surgir — o comunismo era uma delas.

A “ideia” de Arkádi  é complexa em sua simplicidade — curiosamente, tem a ver, ao mesmo tempo, com poder, solidariedade e plenitude da alma. Ele pretende ganhar muito dinheiro; mas, quando atingir o objetivo, não ficará preso à fortuna adquirida  — em vez disso, ele a doará inteiramente, visando ao bem da humanidade. Só assim, doando tudo o que ganhar, ele tornará um ser humano verdadeiramente poderoso e em paz consigo mesmo.

Mas, no meio do caminho — uma busca por conhecer o pai (Versílov) , que se transforma em um emaranhado de histórias desconexas, em que cada um parece contar apenas o que lhe é conveniente —, Arkádi descobriu que sua “ideia” tinha um defeito : permitia escapadelas. E chegou a questionar a validade dela : não imaginava que seus desvios custariam muito caro.

Nas 316 páginas de O Adolescente, o leitor encontra o que se escondia no coração de um adolescente que viveu naquela época atribulada: “um achado que não de todo sem valia, já que os adolescentes são a argamassa de uma geração”. Narrado em primeira pessoa, o livro é um relato apaixonado sobre as incursões de um jovem idealista (Arkádi) em São Petersburgo,  pelo mundo adulto e sobre as escolhas que ele deverá fazer a partir de suas crenças (“ideia” ) e das incontingências dessa nova fase da vida.

E vai descobrir que os adolescentes de hoje  não mudaram muito no processo de conhecerem o mundo, como ocorreu com o conhecimento humano  ( adolescente) na Europa do século 18,  — antes  das teorias de Pascal e de Descartes, e dos experimentos de Newton — quando, a humanidade evoluía a partir das tentativas, errando muito e acertando às vezes.

ANTONIO CARLOS TÓRTORO