Arquivos de setembro, 2011

O MUNDO É PLANO

Clube de Regatas 16 de setembro de 2011

Notícia - O mundo é planoO MUNDO É PLANO

Thomas L. Friedman

Editora Objetiva Ltda

páginas

Mais de 3 milhões de livros vendidos, no mundo.

A venda nas livrarias Paraler  : www.paraler.com.br

O MUNDO É PLANO: UMA METÁFORA  ENGENHOSA


“Estamos em toda a parte, exceto onde estamos fisicamente”.

Thomas L. Friedman

“Gilberto, nosso guia peruano na floresta, não carregava aparelhos portáteis e não sofria de atenção parcial contínua. Pelo contrário. Ele ouvia cada gorjeio, assovio, uivo e pegada na floresta, e nos detinha pelo caminho para imediatamente identificar o pássaro, inseto ou animal que havíamos escutado. Ele tinha uma visão incrível e nunca perdia uma teia de aranha, uma borboleta, um tucano ou uma fila de cupins. Ele estava totalmente desconectado da web, mas totalmente em contato com a incrível rede de vida à sua volta”.

O texto acima é uma ilha de poesia perdida em O Mundo É Plano, de Thomas L. Friedman, que relata as grandes mudanças que estão acontecendo no mundo contemporâneo onde os avanços das tecnologias e da comunicação conectam as pessoas como nunca antes — criando uma explosão de riqueza na Índia e na China e desafiando o resto do mundo a correr para não perder terreno.

Friedman nos mostra — nesse livro que deveria ser lido por todos os empresários e educadores que sabem o valor de se ver as coisas de uma nova maneira em um mundo em constante modificação — como e por que a globalização tem acelerado as nossas vidas e desmistifica com maestria o novo mundo plano. Com sua inigualável habilidade para traduzir complexos problemas de economia e política externa, o autor explica como se deu o achatamento do mundo no início do século XXI; seu significado para países, empresas, comunidades e indivíduos; e  como governos e sociedades podem e devem se adaptar. O Mundo É Plano é uma análise oportuna e imprescindível da globalização, se seus êxitos e contratempos, realizada com rigor e clareza por um dos mais respeitados jornalistas norte-americanos da atualidade.

Dentre as 634 páginas, e catorze capítulos, destaco algumas idéias encontradas no capítulo 9 : A Globalização do Local – A Revolução Cultural Está Prestes a Começar, até porque não sou um homem de negócios mas um professor, que por força da profissão, se preocupa prioritariamente com pessoas, educação e cultura.

Exemplo: A globalização não vai significar mais americanização, e sim mais globalização de culturas, formas de arte, estilos, receitas, literatura, vídeos e opiniões locais — mais e mais conteúdos locais que se tornam globais  porque  a plataforma do mundo plano permite que qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo,  pegue sua própria cultura para fazer o upload dela ao mundo. Assim como a pizza sobre a qual cada cultura põe sua própria comida e seu sabor ( o Japão tem pizza de sushi, Bangcoc tem pizza thai e o Líbano tem pizza mezze) , a plataforma mundo plano é como a massa da pizza. Permite que culturas diferentes temperem como quiserem e ponham o gosto que quiserem. É a chamada globalização local, a globalização invertida. Em vez de a mídia global estar envolvendo uma determinada região, é a mídia local da região que está se tornando global via internet.

No capítulo 11 encontrei afirmações que incomodam, com relação ao uso atual da tecnologia: “A tecnologia pode fazer o que está longe parecer muito perto. Mas também  pode fazer o que está perto parecer longínquo”, ou “ Somos tão acessíveis que estamos inacessíveis”,  ou “Estamos em toda parte, exceto onde estamos fisicamente” , uma reflexão que se fez presente depois do autor ter tomado um taxi e, ao chegar ao hotel ter constatado que “ Ele ( o taxista) dirigiu, falou ao telefone e assistiu a um filme. Eu (o autor) fui conduzido, trabalhei no laptop e ouvi o iPod. Só uma coisa nunca fizemos (durante o trajeto)  : falar um com o outro”.

Enfim , lendo O Mundo È Plano fica fácil constatarmos que vivemos a “Era da Interrupção” porque é uma época de interrupções constantes — a menos que você desligue tudo. Saímos da Era do Bronze para a Era Industrial, daí  para a Era da Informação e entramos na Era da Interrupção. Tudo o que fazemos agora é interromper uns aos outros (e a nós mesmos) com essas mensagens instantâneas, esses e-mails ou ligações de celular.

Mas ainda há esperança: existem alguns lugares no mundo não plano onde  é possível ser um Gilberto.

ANTONIO CARLOS TÓRTORO

Campeonato de Futebol Interclubes

Clube de Regatas 14 de setembro de 2011

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Equipe de Funcionarios do Regatas no Campeonato Interclubes.

Festival de Dança

Clube de Regatas 14 de setembro de 2011

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Equipe de Ginástica e Dança do Regatas.

Manhã de Autógrafos no Regatas

Clube de Regatas 14 de setembro de 2011

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NICOLAS GUTO NA BIBLIOTECA DO CLUBE DE REGATAS

O escritor Nicolas Guto realizou  manhã de autógrafos do livro, “Um guia de como se perder” na Biblioteca do Clube de Regatas, no domingo, dia 11 de setembro de 2011, das 10  às 11 horas  da manhã.

A presença dele foi a 42ª de uma série, que o conselheiro e colaborador, escritor Antônio Carlos Tórtoro, tem levado ao Regatas, todo 2º domingo de cada mês,  com o objetivo de incentivar a leitura e apresentar aos regateiros os escritores de Ribeirão Preto e região.

Manhã de Autógrafos no Regatas

Clube de Regatas 6 de setembro de 2011

Notícia -nicolas gutoNICOLAS GUTO NA BIBLIOTECA DO CLUBE DE REGATAS

O escritor  Nicolas Guto realizará  manhã de autógrafos do livro,  “Um guia de como se perder” na Biblioteca do Clube de Regatas, no domingo, dia 11 de setembro de 2011, das 10  às 11 horas  da manhã.

A presença dele será a 42ª de uma série, que o conselheiro e colaborador, escritor Antônio Carlos Tórtoro, tem levado ao Regatas, todo 2º domingo de cada mês,  com o objetivo de incentivar a leitura e apresentar aos regateiros os escritores de Ribeirão Preto e região.

Nicolas Guto (Agostinho Francisco Nicolas) tem 44 anos e é natural de Ribeirão Preto; publicitário com especialização em Marketing e Vendas e poeta desde os 17 anos.

Sua primeira publicação acontece em 2007 com o livro “Dê uma chance para a poesia”, quando escreve que a vida literária deve começar aos 40.

Em 2011, Nicolas Guto realiza sua segunda obra poética: “Um guia de como se perder”, onde deixa a dica “pegar o trem da sedução e me perder em você!”

O escritor faz também o lançamento de várias camisetas impressas com seus próprios poemas e participa de feiras do livro de Ribeirão Preto e região.

Palestra no Regatas

Clube de Regatas 5 de setembro de 2011

PALESTRA PARA PROFISSIONAIS DO CREFSP NA BIBLIOTECA DO CLUBE DE REGATAS

Os Conselheiros do CREFSP- Conselho Regional de Educação Física de São Paulo, Roberto Jorge Saad e Bruno Alessandro Alves Galati, estIveram na Biblioteca do Clube de Regatas, no domingo, dia 4 de setembro de 2011, às 10 horas, para ministrarem palestra sobre a importância do profissional de Educação Física, atuante no campo do lazer  esportivo, em comemoração ao Dia do Profissional de Educação Física , comemorado no dia 1º. de setembro.

Na oportunidade presentearam toda a comunidade regateira, enriquecendo o acervo da Biblioteca do Regatas,  com o Atlas do Esporte no Brasil, de Lamartine Pereira da Costa, entregue solenemente ao Conselheiro Antonio Carlos Tórtoro.

Prestigiaram o evento o presidente do Regatas, Waldo da Col, o vice-presidente, Antonio Cese e diversos diretores e associados do Clube.

Importante registrar a lustre visita ( pela primeira vez na biblioteca ) do pequeno João Rodrigo, filho do diretor Rodrigo Simões e do pai de Bruno Alessando , nosso amigo Bruno Galati.

O projeto do Atlas do Esporte no Brasil  (Editora Shape, RJ, 2005)  foi totalmente desenvolvido na Editora Gama Filho, como iniciativa do Conselho Federal de Educação Física. A obra reuniu, em suas 924 páginas, o trabalho de 410 pesquisadores voluntários coordenados por Lamartine Pereira DaCosta e Ana Miragaya, constituindo-se no maior livro de pesquisa em esportes já publicado no mundo. O lançamento, em 23 de dezembro de 2004, reuniu centenas de autores no auditório da Unidade Downtown, Barra da Tijuca, e mereceu matéria de 2’ 12’’ na edição do Jornal Nacional da Rede Globo. O projeto continua on-line com página própria e atualizações, disponível em: www.atlasesportebrasil.org.br.

Fotos de Lu Degobbi – Grupo Amigos da Fotografia

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21º Festival de Ginástica e Dança

Clube de Regatas 2 de setembro de 2011

21º Festival de Ginástica e Dança

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Dentro da Programação em comemoração aos 78 anos de fundação do Clube de Regatas será realizado no próximo dia 11 de setembro, a partir das 9 horas na área da lanchonete do Bochas o 21º Festival de Ginástica e Dança reunindo as principais academias e escolas de Ribeirão Preto.

Veja a programação do evento.

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Exposição Fotográfica

Clube de Regatas 1 de setembro de 2011

Notícia - exposição de fotos

GRUPO AMIGOS DA FOTOGRAFIA PRESENTEIAM O REGATAS Vinte fotógrafos do Grupo Amigos da Fotografia, liderados pela Diretora de Fotografia, Elza Rossato, durante algumas horas, clicaram as belezas naturais do Clube a fim de oferecerem ao Regatas, no seu 78º. aniversário, uma exposição fotográfica com o material obtido. Essa atividade foi possível após contato do conselheiro Antonio Carlos Tórtoro com o vice-presidente , Antonio Cese. A exposição será aberta no dia 4 de setembro , no restaurante a la carte.   Quando da chegada do grupo, o presidente Waldo Da Col posou com os Amigos da Fotografia em foto clicada pelo diretor  Arnaldo Coppedê.

Vergonha

Clube de Regatas 1 de setembro de 2011

Notícia - Capa do livro vergonhaVERGONHA

Salman Rushdie

Companhia das Letras

369 páginas

A venda nas livrarias Paraler  : www.paraler.com.br

SUFIYA ZINOBIA: PERSONIFICAÇÃO DA NOSSA REALIDADE

“Essa oposição — o epicurista contra o puritano —   é, diz-nos a peça, a verdadeira dialética da história”

Salman Rushdie


Ao ler na mídia que bombeiros ( heróis) são encarcerados, Battisti (assassino internacional)  é libertado pelo STF, um advogado afirma que bandido tem ética profissional  e um assaltante justifica haver matado sua vítima porque ela resistiu — e isso só em uma única semana — não posso deixar de ver essa realidade personificada em Sufiya Zinobia : “…e então ali estava ela, de quatro, nua, coberta de lama, sangue e merda, com gravetos espetados nas costas e besouros no cabelo”.

Sufiya, “heroína da história, o milagre errado”,  é personagem do romance Vergonha, de Salman Rushdie, uma espécie de conto de fadas, que utiliza todas as armas da ficção para reconstruir a história de uma nação (Paquistão) a partir de um sentimento pálido, invisível a olho nu, mas que, encarnado numa besta de olhos amarelos, podem enfim aparecer em toda sua virulência.

Em 1983, quando Salman publicou esse livro, um crítico do New York Times conjeturou: É possível que o leitor se pergunte o que o Paquistão e os personagens de Vergonha fizeram para merecer tamanha desgraça”. E eu pergunto: o que nós, brasileiros, fizemos para merecer tamanho desrespeito por parte de nossas instituições ?

Mas realidade nacional à parte, Vergonha — Companhia das Letras, 370 páginas, tradução de José Rubens Siqueira — traduz, com o estilo fantástico de Salman Rushdie ( para mim um dos maiores escritores da atualidade) a formação de um país em palavras, recontando a história do Paquistão desde sua separação da Índia, em 1947. O livro cobre três gerações das famílias de dois homens que disputam o poder de uma nação recém criada ( o general Raza Hyder e seu primo Iskander Harappa, um ex-milionário que se torna político).

Trata-se de um país sem nome definido, mas com uma história de violência comum às ex-colônias inglesas, cujos governos autoritários e truculentos dissolveram os sonhos de paz e união nacional: “um governo que ama a sua gente tanto, que fez do tesão a prioridade nacional, um governo que fica contente em foder com a gente até o fim do mundo”.

Alheia ao palco onde essa batalha se arrasta, uma menina frágil ruboriza de maneira anormal: “Mas ela também, acredito, enrubesce pelo mundo”, um rubor tão incandescente que queima os lábios de quem a beija e as mãos de quem a toca. Rejeitada pelo pai, um eminente oficial do Exército que promove o primeiro golpe de Estado do país, Sufiya Zinobia não é capaz de compreender o seu entorno, internalizando apenas um sentimento corrosivo que se aplica, em parte, pela palavra “vergonha” — uma palavra curta, mas que contém enciclopédias de nuances. As emoções proibidas de um povo oprimido pela religião, pela ideologia e pelos dogmas ancestrais dos bons costumes, são catalisadas na moça, que se torna um ser sobrenatural e encontra na violência a sua forma de expressão.

Para quem aprecia uma boa  leitura  e deseja fugir por algumas horas da indignação causada pelas notícias locais,  é uma ótima oportunidade passar momentos inesquecíveis com personagens fantasticamente humanos: Iskander, Rani, Arjumand ( virgem Calça de Ferro) , Haroun, Raza, Bilquis, Dawood (santo local) , Navid, Talvar (jogador de polo), Shahbanou, Sufiya , Omar Khayyam (tonto, periférico, invertido, apaixonado, insone, observador das estrelas, gordo: o anti herói).

ANTÔNIO CARLOS TÓRTORO