Arquivos de janeiro, 2011

Antes de Nascer o Mundo

Clube de Regatas 28 de janeiro de 2011

Notícia - Capa do livro Antes de Nascer o MundoANTES DE NASCER O MUNDO

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Mia Couto

Cia das letras

277  páginas

A venda nas livrarias Paraler:  www.paraler.com.br
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JESUSALÉM DE MEU PAI

Como a vida de meus pais, atualmente,  virou a primeira coisa em que penso quando acordo e a última que me vem à cabeça, antes de dormir, tenho usado a leitura para me distrair, principalmente nos finais de semana.

E, numa dessas leituras, conheci Silvestre Vitalício que leva um grupo de moçambicanos a fugir da vida e se refugiarem numa terra de ninguém: Jesusalém.

Meu pai, que sempre amou existir, já há algum tempo resolveu fugir da vida e enclausurar-se dentro de sua própria casa: talvez como Silvestre, vendo aproximar-se a idade e a morte, escolheu deixar de ser pessoa e, assim, imaginou que se sentiria morrer menos — deixou que seus demônios interiores o devorassem.

Por esse motivo, já faz algum tempo que vivo como se viajando sobre uma ogiva nuclear prestes a explodir, e o pior, conhecendo a forma de como poderia desarmá-la , evitando, assim, um pior desenlace para esse  pesadelo.

O motivo das angústias  que tomam conta de mim  advém da necessidade da constante troca de foco  que ora está em meus afazeres ligados ao  trabalho e à família, e ora está voltado para as dificuldades vividas por meus pais, octogenários. Esses focos se revezam em minha mente como pontos e traços de um alfabeto Morse, escrevendo uma mensagem que parece não terá fim.

Meu pai fez de sua residência  a sua Jesusalém particular, levando ao sofrimento ininterrupto não somente cinco personagens, como no livro de Mia Couto,  Antes de nascer o mundo,  mas todos aqueles que por ele se sentem responsáveis.

Ele, que sempre foi solução, nos últimos tempos transformou-se num problema que poderia ter múltiplas respostas no campo racional mas, irracionalmente, ele não aceita nenhuma.

Tal qual Antero, personagem da novela Passione, da Globo, ele não admite intromissão em sua vida, não permite a adoção de qualquer saída que não seja a impossível: que os filhos casados deixem seus parceiros, suas próprias vidas e famílias e fiquem à sua disposição vinte e quatro horas por dia.

Como a maioria dos idosos, ele não aceita morar em outro local que não seja a sua casa, não aceita a presença de estranhos para cuidar dele, não aceita separar-se de minha mãe doente assim como não aceita mudar-se para uma clínica especial para tratamento de idosos: mas continuam a ligar para minha irmã ante qualquer problema do dia a dia,  que são muitos e normais na vida de quaisquer idosos.

É um tormento vê-lo sofrer e, ao mesmo tempo, sentir que , em algum momento, teremos que tomar medidas extremas e usar a força contra a sua vontade e nosso desejo de permitir a ele um final de vida digna, se não puder ser feliz.

Quando somos pais, é consenso quase que geral que temos que ser respeitados pelos nossos filhos. Quando nossos pais se tornam novamente crianças, seria normal que eles  tivessem que respeitar as decisões de seus filhos como se esses fossem, agora, seus pais.

Mas não é assim que geralmente ocorre.

O idoso garante os direitos de voltar a ser criança, sem perder o direito de pais, tornando inviável qualquer interferência a ser assumida por seus filhos, quando necessária, que não seja passível de algum tipo de crítica da sociedade: é a velha história  do menino, do velho e do burro.

Os seres humanos, na sua maioria , não se preparam para envelhecer e, por isso, é cada vez maior a admiração que sinto pelos diversos idosos que comigo convivem , ou conviveram, e que sabem ou souberam envelhecer com alegria, sabedoria, demonstrando confiança e respeito pelos seus filhos.
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ANTÔNIO CARLOS TÓRTORO

Carnaval 2011

Exposição Fotográfica – “PRIMAVERA”

Clube de Regatas 19 de janeiro de 2011

Notícia - Exposição Fotográfica PRIMAVERA cópia

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA
“PRIMAVERA”

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De 14 de janeiro  a 11 de fevereiro, no Espaço Cultural do restaurante do Clube de Regatas Ribeirão Preto, a fotógrafa e Diretora do Grupo Amigos da Fotografia, Sônia Franco, apresenta exposição composta por 18 fotos , tamanho 25 x 38, coloridas.

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São fotos de flores variadas proporcionando aos regateiros um mundo natural de beleza e harmonia.

Mapa de localização de áreas do Clube

Nível de água no Rio Pardo

Clube de Regatas 12 de janeiro de 2011

Nível de água no Rio Pardo.

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A partir deste mês de janeiro de 2011 e durante o período das chuvas,  você poderá acompanhar, através do blog de notícias no site do Clube de Regatas, o nível de água no Rio Pardo, em um gráfico que mostrará dia-a-dia o nível medido na régua existente no rio. Este nível medido duas vezes ao dia (no início da manhã e no final da  tarde), serve de parâmetro para medidas preventivas por orgãos públicos de Defesa Civil contra enchentes em ranchos localizados na beira do Rio.
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Nível Água Rio Pardo
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Baixe  o gráfico em PDF e amplie para melhor visualização dos indíces.
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Clique no link a seguir:
Nível Água Rio Pardo Janeiro 2011 – até 31/01/2011
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Nível Água Rio Pardo Fevereiro 2011 – até o dia 28/02/2011
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Nível Água Rio Pardo Março 2011 – até o dia 30/03/2011

Tempo de Colher

Clube de Regatas 11 de janeiro de 2011

Notícia - Capa do livro Tempo de ColherTEMPO DE COLHER

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Ely Vieitez Lisboa

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Funpec – Editora

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320 páginas

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A venda nas livrarias Paraler  : www.paraler.com.br

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Tempo de Colher
é o décimo terceiro livro de Ely Vieitez Lisboa. Obra diferente de sua produção literária anterior: Ensaios de uma perspicácia arguta, como Perspectivas da Literatura (1975) e Laboratório de Literatura (1978). O primeiro livro de poemas, A Encantadora de Serpentes (1989) é denso e amargo. Contista excelente e premiada, com preferência pelos contos curtos e fortes: O Outro Lado e O Pouso das Águias (1989); A Senhora das Sombras (1994) e Os Girassóis de Girona (1999). Em 1996 publicou Paixão Desmedida e Cânticos de Amor ao Amado, poemas sensuais de puro lirismo. Em 2003 vem à luz o intrigante romance epistolar Cartas a Cassandra; é de 2008, Replantio de Outono (poemas).

Publicar um livro, hoje, diante dos mais variados apelo na Era da Comunicação, parece perda de tempo, ou fazer como São João Batista e pregar no deserto. É, no entanto, mais ousadia e idealismo. São cento e quarenta textos já publicados em jornais.

Espécie de colheita, para que as sementes não se percam.

Reza a Parábola que o Semeador saiu a semear. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram. Outra parte caiu no solo pedregoso e não criou raízes. A outra os espinhos a sufocaram. Porém algumas caíram em terra boa e deram frutos.

Essa é a obra.

Não são conselhos, posicionamentos definitivos, nem remédio eficiente.

Mas, com certeza, não será um mero placebo.

Tempo de Colher não tem grandes pretensões, mas há sempre bons leitores e mentes abertas. Crer é preciso. Quando não houver mais nada em que se acreditar, o final chegou. Será o pesadelo do Armageddon, o Apocalipse, com suas profecias negras. Ora, ler e escrever são ainda uma função catártica eficiente para o homem fugir de sua solidão e de seus pesadelos.

Exposição Fotográfica – “Retrospectiva Esportiva 2010″

Clube de Regatas 10 de janeiro de 2011

Notícia - Exposição Fotográfica Retrospectiva 2010.
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Exposição Fotográfica:
“RETROSPECTIVA ESPORTIVA 2010”

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.        .    .De 15 de janeiro a 13 de fevereiro de 2011, no espaço cultural do restaurante À La Carte, exposição fotográfica composta por 25 fotos, que mostram as principais  modalidades esportivas praticadas no Clube e os campeões destas modalidade no ano de 2010. Prestigie!!!

Manhã de Autógrafos – Cristina Corrêa

Clube de Regatas 3 de janeiro de 2011

Notícia - Manhã de autógrafos Cristina CorrêaLÔLA  (EX-JOGADOR DE FUTEBOL)
NA BIBLIOTECA DO CLUBE DE REGATAS

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A escritora Cristina Corrêa, realizará  manhã de autógrafos de seu livro  “Lola ainda é meu nome“, na Biblioteca do Clube de Regatas, no domingo, dia 16 de janeiro de 2011, das 10  às 11 horas  da manhã.

Sua presença será a 35ª de uma série, que o conselheiro e colaborador, escritor Antônio Carlos Tórtoro, tem levado ao Regatas, em um domingo do mês,  com o objetivo de incentivar a leitura e apresentar aos regateiros os escritores de Ribeirão Preto e região.

Maria Cristina de Souza Corrêa é mineira de Belo Horizonte. Conheceu o sabor da leitura com sua mãe e aprendeu a arte de contar histórias com seu avô paterno.

Casou-se em 1973, com Lola, ex-jogador de futebol (Campeão Brasileiro em 1971, no Clube Atlético Mineiro) . É mãe de três filhos, é pedagoga e professora de Espanhol em Ribeirão Preto, onde reside em um sítio próximo à cidade.

Acompanhou e auxiliou Lola em sua trajetória de vida: “Com ele aprendi que os sonhos viram realidade, e que o amor vence todas as coisas”.

Lola ainda é meu nome” é uma narrativa de uma vida que encantou a todos que trazem um pouco de futebol em suas veias. Sem querer ser uma obra literária, é uma tentativa de evidenciar e valorizar uma época em que se jogava por amor à camisa, e o futebol era o principal programa dos fins de semana. A idéia do livro surgiu quando Lola começou a contar como foi sua infância na roça com a família, o começo da carreira, as conquistas, episódios pitorescos e inesquecíveis de sua vida. Contava com tanta riqueza de detalhes como se estivesse revivendo tudo aquilo novamente.

Milton Neves diz sobre ele: Grande Lola, o nome de seu livro é um dos melhores que vi,li ou ouvi! Parabéns ! E o livro em si é outra delícia que resgata um pouco do que fez um craque, mas craque mesmo, que a história de nosso futebol precisa contar melhor. Raçudo, hábil, leal, companheiro, craque e artilheiro, Lola,  hoje,  jogaria no Barcelona, Milan, Manchester United, Real  Madri ou na Seleção Brasileira, e como titular. Lola foi um Kaká melhorado ! Sim, faltou sorte, houve a fratura da perna, mas nada disso apaga o brilho de um jogador raro dos anos 60 e 70 do nosso Brasil, os melhores de todos os tempos!

Ágape

Clube de Regatas 3 de janeiro de 2011

Notícia - Capa do Livro ÁgapeÁGAPE


Padre Marcelo Rossi

Editora Globo

A venda nas livrarias Paraler:  www.paraler.com.br

ÀGAPE : UM INSTANTE  DE PAZ
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Fica tranqüilo pois estou contigo
.                        .                       . Livro de Isaías
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Final de ano, sentindo que as energias físicas e espirituais chegaram aos seus  limites depois de uma ano inteiro cuidando da vida escolar de centenas de jovens, resolvi buscar uma leitura revigorante, dar uma pausa em meio às turbulências diárias lendo Ágape, livro do Padre Marcelo Rossi.

Propondo interpretações ao Evangelho de São João, Ágape aborda questões como amor, tolerância, humildade e perdão. E, como feixe de cada um de seus capítulos, o livro é iluminado por inspiradoras orações que retomam cada um desses temas. Uma dádiva que se amplia no recolhimento da prece.

No prefácio, Gabriel Chalita salienta os aspectos que , no livro, nos servem de referenciais: “O autor nos traz testemunhos de vida que iluminaram e iluminam o mundo com o Amor ágape: Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce e Zilda Arns. Santos que amaram incondicionalmente como São Francisco, Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, São João Maria Vianey, Santa Terezinha do Menino Jesus, São Benedito e tantos outros. Amores concretos. Oração e ação. Que bela a oração de Santo Tomás de Aquino nos ensinando a viver a ética cotidiana”.

E foi na página 34 que encontrei uma resposta a um questionamento: por que será que em todo final de ano, a escola aprova 96% de seus alunos e não recebe quase nenhum agradecimento desses pais e alunos mas, em contrapartida, as críticas dos restantes 4% são contundentes, e responsabilizam unicamente professores e coordenadores pelo mal resultado obtido por seus filhos e/ou netos ?

Gosto daquela história das duas famílias que moravam uma em frente à outra. Todos os dias, o marido de uma das casas,ao voltar do trabalho, encontrava a esposa reparando nas roupas sujas penduradas na área da casa vizinha. Ficava indignada. Não entendia por que não as lavava adequadamente primeiro, para só depois colocá-las no varal.E dizia isso com impaciência e com a certeza de que  a vizinha era descuidada e suja. Depois de algum tempo, cansado das reclamações da mulher, o marido deu uma sugestão simples e óbvia. Disse a ela que limpasse o vidro da janela da sala deles, que estava imundo, e , então, veria que não eram as roupas da vizinha que estavam sujas. História simples com um ensinamento de grande significado. O descuido com a limpeza não era da vizinha. É fácil jogar a culpa no outro. O problema é sempre do outro. Ser Filho da Luz é iluminar a vida para que os meus problemas sejam resolvidos. Para isso é preciso assumir que eles existem. Na história, a mulher não imaginava que era a sua vidraça que estava suja. Essa é uma questão importante. A dificuldade em ver o meu problema faz com que eu não consiga solucioná-lo. O primeiro passo para levantar é ter a percepção da queda”.

É uma pena que pais e responsáveis não consigam — por falta de tempo, por força das obrigações do cotidiano — encontrar um tempo para limparem suas próprias vidraças: uma conversa diária com os filhos, a demonstração de um mínimo de interesse pela vida escolar deles, um tempo para conversar com o Orientador Escolar do colégio, um final de semana para olhar apostilas e cadernos de tarefas, e algumas outras formas de amor, que poderiam evitar retenções e dissabores no final de uma não letivo.

Enquanto isso nós , educadores, continuaremos no trabalho de jogar a luz sobre os acontecimentos do dia a dia escolar. A luz revela. Se há alguma sujeira na casa e as luzes estão apagadas, as pessoas não conseguem perceber a ausência do cuidado, da limpeza. Quando a luz se acende, o que era sujo começa a incomodar, infelizmente.

Mas temos que estar tranqüilos porque acreditamos que  Ele está conosco.
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ANTÔNIO CARLOS TÓRTORO