Arquivos de outubro, 2010

1ª Noite Árabe da APAE

Clube de Regatas 29 de outubro de 2010

1ª Noite Árabe da APAE

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No dia 05 de novembro acontecerá no Clube de Regatas mais um evento beneficente e muito aguardado na cidade. Será a 1ª Noite Árabe da APAE, com toda renda revertida para esta importante entidade de Ribeirão Preto.

O Clube de Regatas reforça desta forma e mais uma vez o seu compromisso de um Clube com responsabilidade social e comprometido em colaborar com  as entidades beneficentes de nossa cidade.

O evento será realizado no salão social do clube, com início às 20 horas e estão inclusos no valor do convite todo o cardápio da culinária árabe que vai do tradicional quibe e da esfiha até o carneiro ensopado e a mijadra, bem como as sobremesas com goma árabe e sorvete de pistache. Estão inclusas também as bebidas (coquetel, cerveja, refrigerantes e água) a serem consumidas no evento.

Participe deste evento e mostre que você é solidário, colabore adquirindo o seu convite diretamente na secretaria da APAE, pelo telefone (16) 3512-5200 ou na Secretaria do Clube de Regatas.
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.Noite Árabe APAE
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Chegada do Papai Noel no Clube de Regatas

Uma Solidão Ruidosa

Clube de Regatas 29 de outubro de 2010

Notícia - Capa do livro Uma Solidão RuidosaUMA SOLIDÃO RUIDOSA

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Bohumil Hrabal

Cia das Letras

106 páginas

A venda nas livrarias Paraler  : www.paraler.com.br

UMA  SOLIDÃO  RUIDOSA:  UM  PORRE  DE  REALISMO  MÁGICO
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Quando meu olho pousa em um livro real e olha a palavra impressa, o que ele vê são pensamentos descarnados voando pelos ares, deslizando no ar, vivendo do ar, voltando para o ar, pois, no fim, tudo é ar”.

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Pela primeira vez em minha sexagenária existência, terminei de ler um livro e, imediatamente, voltei à sua primeira página para recomeçar a leitura: e faria isso mais vezes com enorme satisfação.

Essa foi a reação causada em mim por um dos últimos trabalhos de um dos mais importantes autores tchecos contemporâneos, “Uma solidão ruidosa“, publicado em 1976, que parece, à primeira vista, produto clandestino de um país sob um regime repressivo, como o que vigorava na então Tchecoslováquia soviética. No entanto, passados mais de trinta anos do fim do comunismo no país que acabou se dividindo em duas nações distintas, o relato de Bohumil Hrabal pode ser lido como um dos momentos altos de um tipo de realismo mágico típico dos países da Europa central e do leste.

O narrador, Hanta, passou os últimos 35 anos de sua vida compactando papel usado em uma velha prensa hidráulica, num porão de Praga, infestado de ratos: “ser compactador é um serviços que requer não apenas uma educação clássica, de preferência em nível universitário, mas também um diploma de teologia, porque na minha profissão a espiral e o círculo se juntam, o progressus ad futurum encontra o regressus ad originem”. Durante esse período, Hanta aproveitou para salvar da destruição mais de 3 toneladas de livros raros, possivelmente banidos pelo regime, que ele acabou sorvendo junto com os milhares de litros de cerveja que faziam a alegria de sua alma atormentada. Parte desses livros – Aristóteles, Nietzsche e Goethe são apenas alguns dos autores – Hanta vende para um professor, outra parte é doada a um amigo. O resto permanece estocado precária e ameaçadoramente acima de sua cama, no minúsculo apartamento onde mora.

As mulheres de sua vida – uma anônima garota cigana e a infeliz Mancinka -  junto com seu chefe e ele mesmo, entre outros personagens  – o cigano fotógrafo com óculos de armação dourada, as ciganas azul-turquesa e violeta aveludada, o professor de Filosofia, as presenças etéreas de Jesus e Laozi ao lado da prensa – formam uma galeria humana bizarra e variada que garante a “Uma solidão ruidosa” o status de genuína pérola literária, concisa e muito poderosa. Seus temas de fundo, vastos e evocativos para o leitor de qualquer época, vão da persistência da memória à evanescência de todo  texto literário, das inconsistências  do desejo à implacabilidade de uma tecnologia dominada por burocratas insensíveis – a prensa de Bunny sustituindo trabalho de 20 prensas comuns, nas mãos dos jovens da Brigada de Trabalho Socialista – , que acabam ameaçando a própria vida do fabuloso Hanta.

Ler essa obra de Hanta:  “É como jogar lindas frase na boca e chupá-las como balas de fruta, ou sorvê-las como licor, até o pensamento se dissolver em nós feito álcool, infundindo-se no cérebro e no coração e atravessando as veias até a raiz de cada  vaso sanguíneo”.

Enfim, Hanta pode ser um idiota encharcado de cerveja, como diz seu chefe,  -  um idiota diferente, capaz de citar o Talmude, Hegel e Kant com sua cultura bizarra e desorganizada, subproduto do trabalho braçal que desempenha -  mas deixará marcas indeléveis na alma e no coração daqueles que amam os livros.
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ANTÔNIO  CARLOS  TÓRTORO

Funcionamento do Clube

Querido John

Clube de Regatas 15 de outubro de 2010

Notícia - Capa do Livro Querido JohnMINHA  SAVANNAH
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. . “No entanto, fico onde estou e também olho para a lua.
. . . Por um  breve instante, é como se estivéssemos juntos de novo”

.   .          .     .    .               .         . John Tyree
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Sou vasectomisado e, portanto, pensar em filha, nunca mais.

Mas se um dia eu tiver uma neta, gostaria muito que ela viesse a se chamar Savannah.

Esse nome, para mim tão novo e diferente, na época em que  li “Querido John“, de Nicholas Sparks,  encheu meu coração e alma porque me fez lembrar do meu tempo de namoro com Lu, minha esposa: a minha Savannah.

Descobri, posteriormente, que o nome Savanah foi o adotado pela atriz pornô, a norte-americana, Shannon Michele Wilsey Longoria, no início da década de noventa,  e ela, por sua vez, havia tirado seu nome da personagem do filme Savannah Smiles, de 1982, – filme de animação/comédia de poucos minutos de duração – Shannon veio a falecer em 1994, quando sofreu um acidente de automóvel ao voltar para casa, depois de uma festa.

Savannah é também o nome que se dá a uma raça de gatos (um híbrido entre o gato doméstico e o serval africano) que, pelo fato de ser uma raça resultante do cruzamento de espécies diferentes, a maior parte dos animais é estéril, o que os  torna muito raros, tão raros, mas não impossíveis,  quanto o romance entre John e Savannah.

Savannah Lynn Curtis – personagem de vinte e um anos,  que me encantou – só não me deixou com inveja de John Tyree, seu namorado de 23 anos, porque eu sempre pude estar ao lado de minha escolhida, Lu Degobbi (ou teria sido eu o escolhido?), não tendo que ir ao encontro de nenhuma guerra, a não ser aquela da busca pela sobrevivência no cotidiano de um jovem brasileiro, professor e poeta.

Querido John” narra a história de um jovem soldado americano, John, que se apaixona por Savannah uma estudante conservadora. Quando Savannah Lynn Curtis entra em sua vida, John Tyree sabe que está pronto para começar novo relacionamento. Ele, um jovem rebelde, se alista no exército logo após terminar a escola, sem saber o que faria de sua vida. Então, durante sua licença, ele conhece Savannah, a garota de seus sonhos. A atração mútua cresce rapidamente e logo se transforma em um tipo de amor que faz com que Savannah jure esperá-lo concluir seus deveres militares. Mas ninguém pôde prever que o atentado de 11 de Setembro pudesse mudar o mundo todo. E, como muitos homens e mulheres corajosos, John deveria escolher entre seu amor por Savannah e seu país. Agora, quando ele finalmente retorna para a Carolina do Norte, John descobre como o amor pode nos transformar de uma forma que jamais poderíamos imaginar.

Penso que o que talvez tenha levado à venda de 5 milhões desse livro, somente nos EUA, é justamente o fato de ele narrar os sentimentos,  humanamente comuns,  envolvidos num romance que não acaba bem – o que ocorre na maioria dos casos reais – denominando de “não acabar bem”  o não terminar a relação em um casamento de conto de fadas, e terem os amantes a necessidade de contar com a intermediação da lua para que o encontro espiritual  aconteça, não importando a distância e o tempo, como aconteceu com John e Savannah.
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ANTÔNIO CARLOS TÓRTORO

Horário de verão

Exposição Fotográfica – CRIANÇAS

Clube de Regatas 8 de outubro de 2010

Notícia - Exposição Fotográfica CRIANÇAS
EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA  “CRIANÇAS…”

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Contando com apoio cultural da diretoria, de 9 de outubro a 12 de novembro, no espaço cultural do restaurante do Clube de Regatas Ribeirão Preto, Lu Degobbi, Rod Tórtoro e AC Tórtoro, fotógrafos do Grupo Amigos da Fotografia, apresentam exposição composta por 20 fotos , tamanho 25 x 38, coloridas, em homenagem ao Dia da Criança.

Programação Dia das Crianças

Funcionamento do Clube – 11 de outubro